Universo afro parte 2: Turbantes

O turbante é para muitos símbolo de cultura e beleza negra, mas além da África outros povos e culturas também utilizam esse acessório repleto de significados e funções. Para nós ele além de lindo e prático é sinônimo de atitude.
E o Inspire atitude não iria deixar de falar desse acessório que está fazendo a cabeça das brasileiras!!

ENTÃO VAMOS LÁ...
Parte I: Oriente

Onde e quando ele surgiu até hoje não se sabe ao certo, mas é sabido que existia antes do ano 570DC, ou seja, antes do nascimento de Maomé e da fé islâmica. E nela o turbante tem uma função religiosa importante. É um símbolo material que reforça a consciência espiritual.

Ainda na Índia os turbantes são utilizados para proteger a cabeça do clima severo do deserto, representam sem nenhuma palavra a casta de quem o usa, o status financeiro e a religião. Dizem que no Rajasthan, maior estado indiano, a cada 12 km o dialeto e os estilos dos turbantes mudam! Uau! Os principais tipos são o Safa, uma tira de tecido de cerca de 9m de comprimento e 1m de largura, e o Pagdi, que tem cerca de 1,50m por 1m de largura.

Os reis utilizaram no passado e os marajás também ditando a moda para a população. Hoje continua sendo usado e é item indispensável nas cerimônias de casamento sendo usado pelo noivo.

O turbante faz parte da cultura oriental, africana e brasileira, além de aparecer em desfiles de moda. Aprenda, use e abuse desse acessório super estiloso.

Parte II: África, Brasil e Moda

Na África os tecidos enrolados no corpo fazem parte da cultura e os turbantes fazem parte dessa indumentária complementando o conjunto. São utilizados por homens e mulheres e na África Negra, os chamados turbantes gelê tem funções sociais, religiosas e claro, fazem parte da moda.

O turbante, ojá ou torço chegou ao Brasil, dada a influência africana, aqui se trata de uma manta que se enrola na cabeça e que compõe o traje das baianas, uma das principais figuras típicas do país, mulheres batalhadoras que regularizaram sua profissão.

Na moda, em 1930 o estilista francês Paul Poiret, inspirado pela indumentária oriental e nos figurinos exóticos, introduziu o acessório na alta costura fazendo a cabeça de várias mulheres sofisticadas e artistas, entre elas Simone de Beavouir e Greta Garbo. Logo depois foi a vez de Carmen Miranda popularizar o acessório no Brasil.

Na década de 60 o movimento do orgulho negro que teve origem nos Estados Unidos fez com que o uso do turbante novamente voltassse ao cenário como uma forma de afirmação para o povo negro.

Recentemente apareceu em desfiles de grifes famosas como a Prada e voltou a estar na moda no ocidente.

Daniella Lima














Fonte: http://www.bahia.ws/turbante-e-religiao-moda-e-cultura/

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